brilho nos olhos de um velho sincero
que fazia confissão de seu desencontro
e dos outros também
de seu desespero e inconformismo
e dos outros também.
falava que em Curitiba
conhecia-se a cidade facilmente
e de como não existe sensibilidade
nesse planejamento de mediocridade
mas muitos argumentos
conseguiam transpassar a sutileza
que, em muitos momentos,
nem era sua.
uma leveza descontínua.
lembrou-me uma nuvem
frágil e resistente às injustiças insanas e às desgraças do trabalho da vida e do homem.
nesses tempos de paz de raciocínio
e de busca por inspiração
mil versos me vêm à cabeça
mas perdem a razão
quando vemos desamor
daqueles que com mais poder
não dão vazão à tranquilidade
e a razão de ser do ser.
sempre com uma cena dessas é que me regenero
e que me reafirmo como humano
é essa simplicidade que eu busco
é disso que quero escrever
é isso que quero dizer
é assim que quero viver
e é assim que quero morrer
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